domingo, 19 de julho de 2009

Atualização Pelotas


O Pelotas depois do dia 2 de Julho jogou contra:



  • Pelotas(RS) 1x2 Cerâmica(RS) - 2ª Divisão
  • Pelotas(RS) 1x1 Corinthians(PR) - Série D
  • Pelotas(RS) 1x0 Brasil de Farroupilha(RS) - 2ª Divisão
  • São José/PoA(RS) 2x0 Pelotas(RS) - Série D
  • Panambi(RS) 2x1 Pelotas(RS) - 2º Divisão
  • Pelotas(RS) 1x2 Riograndense/SM(RS) - 2ª Divisão

O Lobo está em situação difícil nas duas competições, em 3º no seu grupo nos dois torneios.







Atualização Corinthians!


O Corinthians depois do dia 2 de Julho jogou 3 partidas:


  • Corinthians(SP) 4x2 Fluminense(RJ)

  • Grêmio(RS) 3x0 Corinthians(SP)

  • Corinthians(SP) 4x3 Sport Recife(PE)

Na classificação do Brasileirão o Timão está em 6º com 5 vitórias, 2 empates e 4 derrotas.


A campanha no ano é de 44 jogos, 23 vitórias, 16 empates e 5 derrotas - 73 gols pró e 41 contra, saldo de 32 positivo. O aproveitamento é de 64,4%, o oitavo melhor entre os clubes da Série A do Brasileiro.

Volta do Blog

Blog entrou em recesso, mas volta com força total!

quinta-feira, 2 de julho de 2009


O Bando de Loucos pode comemorar pela 3ª vez no ano. O Corinthians venceu, absolutamente, tudo que participou no ano até agora.
- Copa São Paulo de Futebol Júnior (Hepta)
- Campeonato Paulista 2009 (26º/invicto)
- Copa do Brasil 2009 (TRI)
Com o Tri na Copa do Brasil o Timão se isola como 3º maior faturador do título, atrás de Grêmio e Cruzeiro com 4 e na frente do Flamengo com 2, o resto dos campeões possuem apenas 1 título.
Agora são 8 títulos a nível nacional:
- 4 Brasileiros
- 3 Copas do Brasil
- 1 Supercopa do Brasil
CAMPANHA RUMO AO TRI
Para levar mais este troféu para o Parque São Jorge o Timão seguiu o seguinte caminho:
  • 04/03/2009 - Itumbiara(GO) 0x2 Corinthians(SP)
  • 15/04/2009 - Misto(MS) 0x2 Corinthians(SP)
  • 29/04/2009 - Atlético(PR) 3x2 Corinthians(SP)
  • 06/05/2009 - Corinthians(SP) 2x0 Atlético(PR)
  • 13/05/2009 - Corinthians(SP) 1x0 Fluminense(RJ)
  • 20/05/2009 - Fluminense(RJ) 2x2 Corinthians(SP)
  • 27/05/2009 - Vasco da Gama(RJ) 1x1 Corinthians(SP)
  • 03/06/2009 - Corinthians(SP) 0x0 Vasco da Gama(RJ)
  • 17/06/2009 - Corinthians(SP) 2x0 Internacional(RS)
  • 01/07/2009 - Internacional(RS) 2x2 Corinthians(SP)

10 jogos/ 5 vitórias/ 4 empates/ 1 derrota/ 16 gols pró/ 8 gols contra/ +8 de saldo/ 63,3% AP

ARTILHEIROS

3 GOLS - André Santos, Jorge Henrique, Ronaldo, Dentinho e Chicão

1 GOL - Cristian

É TRI CAMPEÃO!!! MAIS UM TÍTULO PARA O TIMÃO!

RUMO A LIBERTADORES

É um título indiscutivelmente merecido, o Timão conseguiu ser homogêneo e equilibrado, jogou melhor em São Paulo e jogou melhor em Porto Alegre.

O chamado Novo Rolo Compressor Colorado vai caindo, o Corinthians vai faturando tudo que participa no ano e o Inter ganhou o Gauchão, perdeu a Copa do Brasil e vai ter que se redobrar para conseguir reverter o placar da Recopa Sul Americana, aonde perdeu em casa para a LDU(EQU).





O JOGO

A situação alvinegra para esta noite era confortável, afinal havia vencido a partida de ida, no Pacaembu, por 2 a 0. Mas a experiência negativa do vice-campeonato da edição passada para o Sport, depois de uma vitória por 3 a 1 em São Paulo, fez os alvinegros manterem a cautela. Só que essa equipe montada por Mano Menezes é mais segura e talentosa do que a de 2008. E conta com uma peça muito importante, que nenhum outro clube brasileiro tem parecido: o poder de decisão de Ronaldo.

É verdade que o Internacional também tem talentos ímpares, como Nilmar e D’Alessandro. Fato que valoriza ainda mais a conquista alvinegra. Só que o Fenômeno, além de ser um craque, tem estrela. Chegou ao Corinthians em dezembro do ano passado. Contestado por sua forma física, ele se recuperou e foi fundamental no Paulistão, assim como na Copa do Brasil. Seja com gols ou passes. Aliás, foi dando a assistência para o gol de André Santos esta noite que o camisa 9 brilhou.

Mas tem outro corintiano com uma estrela tão grande quanto a de Ronaldo: Mano Menezes. Quinto colocado no Estadual, vice-campeão da Copa do Brasil e campeão da Série B em 2008, ele iniciou esta temporada levando o Paulistão e agora a Copa do Brasil, com boas possibilidades também de completar a tríplice coroa com o Brasileirão (é o sexto colocado, com 11 pontos, seis a menos que o líder Atlético-MG). Melhor ainda: provavelmente será o técnico do Timão na Libertadores, no ano do centenário.

Por falar em centenário, este ano o Internacional comemorou o seu. Até aqui, conquistou apenas o caneco do
Campeonato Gaúcho. Pouco para um time que encantou o Brasil com seu bom futebol e investiu em grandes jogadores. Por isso, o Brasileirão agora começa a ser encarado como obrigação. Não só pela direção, comissão técnica e jogadores, mas principalmente pelos torcedores, que gostaram da tentativa de reação nesta noite. De qualquer jeito, o técnico Tite deve encarar um período de pressão a partir de agora.

O clima de final tomou conta do Beira-Rio logo cedo. No fim da tarde desta quarta-feira, os torcedores colorados começaram intensa movimentação nos arredores do estádio. Mais tarde, dentro dele, a festa de sempre: músicas, hino do Rio Grande do Sul, sinalizadores... Tudo armado para incentivar o Internacional na sua dura missão.

Em minoria, a torcida do Corinthians teve de ficar concentrada no Parque Marinha do Brasil, de onde foi escoltada até o local do jogo e levada por um caminho de tapumes pretos para não ter sequer contato visual com os colorados. A tática deu certo. Só que dentro de campo, as coisas só dariam certo para um time. E ele tinha sotaque paulista.

Com a bola rolando, logo o clima esquentou. Já aos 3 minutos, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro mostrou o primeiro cartão amarelo. Foi para André Santos, que fez falta dura no argentino D’Alessandro. A resposta colorada veio na mesma moeda. Índio acertou o atacante Ronaldo. Advertência também para o zagueiro.
Passada a tensão inicial, o Internacional tentou imprimir um ritmo de jogo forte atrás dos três gols que precisava para ser campeão. Mas o Corinthians entrou em campo bem armado. Frio e calculista, o Timão logo esfriou o ímpeto vermelho. Tanto que o primeiro chute a gol foi dos visitantes. Aos 8 minutos, André Santos mandou longe.

Em três lances seguidos, o Colorado chegou até a assustar um pouco. Primeiro aos 10 minutos, em chute de Taison, de fora da área. Sem perigo para Felipe. Depois, aos 11, quando D’Alessandro lançou Bolívar na direita, e o lateral se chocou com William pedindo pênalti. E por fim aos 12, em chute rasteiro do meia argentino.
Seguro, o Corinthians começou então a aumentar sua soberania nesta final. Aos 15 minutos, Jorge Henrique apareceu sozinho na grande área, ajeitou a bola, girou e chutou rasteiro para o fundo do gol de Lauro. No entanto, a arbitragem já marcara impedimento. Mas acabou que não fez falta alguma essa chance perdida.

Quando o cronômetro marcava 19 minutos, o Timão praticamente acabou com as chances do Inter. Após cruzamento de André Santos, Jorge Henrique desviou de cabeça e abriu o placar. Na comemoração, homenagem ao cantor Michael Jackson, que morreu semana passada: a famosa dança “moonwalk”.

Calada, a torcida do Inter ficou sem reação. Mal sabia ela que a situação ficaria ainda pior. Aos 28 minutos, Ronaldo, apagado até então, deu belo passe para André Santos. O lateral entrou na área pela esquerda e chutou forte, marcando um golaço: 2 a 0. A partir daí, o Colorado teria de marcar cinco gols para ser campeão.

Depois de algumas boas tentativas do time gaúcho com Nilmar (ele apareceu bem em duas oportunidades, aos 33 e 35, mas Felipe salvou), a situação colorada só não ficou ainda pior porque Ronaldo perdeu uma incrível chance aos 36 minutos. Jorge Henrique achou o craque livre na área, mas ele concluiu em cima de Lauro.

O Inter voltou para o segundo tempo buscando o impossível. Só com cinco gols o time gaúcho seria campeão. O técnico Tite resolveu arriscar: tirou Glaydson, um volante, e colocou Alecsandro, um atacante. O objetivo era colocar pressão no Corinthians. O Timão, sempre organizado, manteve a solidez defensiva enquanto foi possível. O time colorado ficou bom tempo passeando ao redor da área adversária, mas sem efetividade. O Corinthians passou a utilizar os contra-ataques. Jorge Henrique, aos 13, teve boa chance para ampliar. Lauro defendeu o chute do atacante.

A torcida colorada até tentou seguir apoiando. Jogou mais do que o time. Mesmo atrapalhado, o Inter alcançou o gol. Em cruzamento da direita, a zaga alvinegra comeu mosca e deixou a bola com Alecsandro, que conseguiu desviar para o fundo do gol: 2 a 1. Eram 25 minutos do segundo tempo. Muito tarde para uma reação efetiva. Mas, naquele momento, o Inter parecia jogar pela honra. E buscou o empate aos 29. Foi novamente em um cruzamento da direita, novamente em conclusão de Alecsandro. A bola bateu na trave direita de Felipe antes de entrar.

Foi aí que a rivalidade entre Inter e Corinthians explodiu. Cristian, antes de ser substituído, caiu no chão para matar tempo. Os jogadores do Inter ficaram revoltados. D’Alessandro perdeu a cabeça e tentou comprar briga com os adversários. Foi expulso e partiu para cima de William, que foi inteligente para evitar uma confusão maior. Quase nasceu ali uma briga generalizada. Os jogadores trocaram empurrões. Cristian e Kleber se desentenderam também. D’Alessandro, na saída de campo, foi aplaudido pela torcida, mesmo tendo prejudicado o time em um momento que poderia ser de reação ainda mais bonita. Os dois treinadores também foram expulsos.
Passada a confusão, o Inter quase fez o terceiro gol com Andrezinho. O Corinthians, sem Elias, expulso por lance de falta, conseguiu segurar a onda vermelha para não perder o jogo do título. Atrás de um dos gols, a torcida alvinegra fez a festa, cantando ser um bando de louco. Um bando de loucos fiéis e agora tricampeões da Copa do Brasil.


INTERNACIONAL: Lauro; Bolívar (Danilo Silva), Índio, Danny e Kleber; Glaydson (Alecsandro), Magrão, Guiñazu e D'Alessandro; Taison (Andrezinho) e Nilmar. Técnico: Tite

CORINTHIANS: Felipe; Alessandro, Chicão, William e André Santos (Diego); Cristian (Boquita), Elias e Douglas; Dentinho (Dentinho), Ronaldo e Jorge Henrique. Técnico: Mano Menezes








PARABÉNS A FIEL POR MAIS UM SHOW, PARABÉNS AO CORINTHIANS POR MAIS UMA GLÓRIA!

Lobo vence, se recupera e está na 3ª Fase!



Recuperação, essa é a palavra que define a vitória do Lolo sobre o Guarany-Bg. O 1x0 pode ter parecido um placar apertado, mas o Lobo teve reais condições de sair de Bagé com um resultado maior.

Com a vitória o Pelotas volta a 1ª posição do Grupo (PoA empatou), se garante na 3ª Fase (Semifinal) e num Grupo que parece ser o mais confortável.



O JOGO
No primeiro tempo, o Lobão teve uma rara oportunidade de gol, com um lance individual de Alex Paulista, que finalizou na trave do goleiro Cássio (ex-Pelotas). E foi só. Cruzamentos, faltas e nada de conclusão perigosa. Na etapa complementar, o time de Beto Almeida se apresentou melhor. Soube usar mais os espaços e aos 10 minutos, Sandro Sotilli fez jogada pelo flanco direito e deixou Alex Paulista pifado. Ele entrou na área com categoria, driblou Cássio e fez 1 a 0, no estádio Estrela D' Alva. O azul e ouro ainda perdeu duas chances claras e deixou de aumentar o placar com Michel duas vezes e com Fabrício.
Beto Almeida falou sobre o jogo: "Nós mudamos o nosso time de acordo com as mudanças do Oswaldo Rolin. Paramos as correrias deles e administramos a situação. Aproveitamos as caracteristicas dos nossos jogadores e saímos bem na estréia. O grupo é equilibrado, precisa de cuidados com os compromissos pela frente. Fomos muito bem na largada com destaque para todo grupo".
EC PELOTAS: Róger; Matheus, Rudi, Cirilo e Xaro; Tiago Rocha, Carlinhos, Alex Paulista (Moisés Alemão) e Dauri; Tiago Duarte (Fabrício) e Sandro Sotilli (Michel). Técnico: Beto Almeida.
GUARANY-Bg: Cássio; William, Ilson (Altieri) e Teda; Tiago Baiano, Fábio Vidal, Belmonte, Dieison (Giliardi) e Fabinho; Zé Ânderson (Samora) e Alê Manezes. Técnico: Oswaldo Rolim.


CLASSIFICAÇÃO 2ª FASE

CAMPANHA GERAL



O Glória empatou, mas segue na ponta do quadro de melhores campanhas. O Lobão com a vitória fora de casa conseguiu manter a segunda posição e diminuiu a diferença.

SIMULAÇÃO DA SEMIFINAL




O Pelotas joga no próximo Sábado (04/07) contra o Cerâmica de Gravataí, em Pelotas, na Boca do Lobo para confirmar a liderança da Chave 5.
Como logo em seguida, na segunda-feira, o Pelotas estréia em casa contra o Corinthians-PR, a diretoria resolveu fazer uma promoção:
A direção áureo-cerúlea irá realizar um promoção para as duas próximas partidas do Lobão. Ao valor de R$ 15,00, o torcedor do Pelotas poderá adquirir os ingressos para os dois próximos jogos na Boca do Lobo, que são: sábado, às 15h, contra o Cerâmica e na segunda-feira, às 20h30min, contra o Corinthians Paranaense (válido pelo Brasileiro Série D).

terça-feira, 30 de junho de 2009

Beto Almeida é o novo técnico!


Não demorou muito e a direção do Pelotas já escolheu o novo técnico. Trata-se de Beto Almeida, teve passagem curta pelo Lobo na fase final da Segunda Divisão do ano passado.
Na tarde desta segunda-feira, o treinador Beto Almeida e seu auxiliar técnico Cristian de Souza foram apresentados à imprensa local e também ao grupo de jogadores do Lobão.
Nas entrevistas cedidas por Beto Almeida, o treinador fez questão de mencionar a alegria que sente em voltar ao comando do Pelotas."É sempre bom ser valorizado profissionalmente. Este retorno ao Pelotas mostra que o trabalho que realizamos ano passado teve saldo positivo. Esperamos este ano alcançarmos o acesso", disse Beto Almeida.
Após as entrevistas, o novo técnico comandou um treino no ginásio do Spieker, já que as chuvas ocorridas na cidade impediram que o treino fosse realizado no estádio da Boca do Lobo, sob pena de prejudicar o gramado.Para amanhã, a programação áureo-cerúlea marca descanso no turno da manhã e treino técnico no turno da tarde.
Caso não chova, o treinamento está programado para a Boca do Lobo. Depois do jantar, a delegação do Pelotas parte rumo a Bagé.A partida entre Guarany e Pelotas tem horário confirmado para às 15h30min da próxima quarta-feira.
O jogo terá transmissão ao vivo via o site oficial do clube.
JOGOS DE BETO ALMEIDA 2008
  • São Paulo-RG 0x3 Pelotas
  • Brasil-Far 1x4 Pelotas
  • Pelotas 0x1 Ypiranga-Ere
  • Pelotas 3x0 Avenida-StC
  • Guarani-VA 1x4 Pelotas

Aproveitamento de 80%, que siga assim para melhor no seu novo desafio.

Cai Beto Campos!


A direção do Pelotas não aguentou a segunda derrota seguida e demitiu o técnico Beto Campos. O Pelotas falhou muito em trocar de técnico em cima da hora nos últimos anos, dessa vez a diretoria foi rápida, foi ao encontro da maioria dos torcedores do Pelotas e mandou o técnico ex-jogador do Lobão embora.
Os números de Beto são muito bons, é um dos melhores técnicos (em aproveitamento) que passaram pelo Lobo nos últimos anos.
São 19 partidas, 13 vitórias, 4 empates e 2 derrotas - um aproveitamento próximo aos 75%. Mas o objetivo do Pelotas esse ano não aceita falhas, é subir ou subir para primeira divisão gaúcha.
O nome do novo técnico deve ser divulgado ainda no Domingo ou na outra semana, Beto Almeida e Gilmar Dall Pozzo são nomes fortes e pedidos pela torcida.
JOGOS DE BETO CAMPOS PELO ECP:
  • Guarany-Bg 2x2 Pelotas
  • Pelotas 1x0 Farroupilha-Pel
  • Flamengo-Ale 1x1 Pelotas
  • Pelotas 2x0 14 de Julho-SLi
  • Pelotas 4x0 Flamengo-Ale
  • Farroupilha-Pel 1x1 Pelotas
  • Pelotas 1x0 Guarany-Bg
  • 14 de Julho-SLi 0x1 Pelotas
  • Pelotas 4x0 Rio Grande
  • Pelotas 3x1 São Paulo-RG
  • Bagé 0x1 Pelotas
  • Cerâmica-Gra 0x1 Pelotas
  • Pelotas 1x0 Guarany-Bg
  • Pelotas 1x0 Santo Ângelo
  • Porto Alegre 1x2 Pelotas
  • Pelotas 3x1 Lajeadens-Laj
  • Lajeadense-Laj 0x0 Pelotas
  • Pelotas 1x2 Porto Alegre
  • Santo Ângelo 1x0 Pelotas

O próximo jogo do ECP é quarta-feira as 15h30 contra o Guarany-Bg em Bagé, no Estrela D'Alva.

Perdeu de novo, Lobão treme!


Para quem vinha de uma Série grande sem perder, o Lobão entra em um periodo difícil. É a segunda derrota consecutiva, perda da liderança e balanço técnico.
O Jogo foi pegado, o Pelotas precionou muito no segundo tempo, mas não conseguiu igualar a partida.
A torcida uivou alto após mais uma derrota e as críticas ao técnico começam a ferver. Os áureo-cerúleos não concordam com o esquema tático e acham que o treinador não tem pulso firme com a equipe.
Do céu ao inferno, Beto Campos começa a sentir a pressão de treinar uma grande equipe do Rio Grande do Sul.

Não poderia ser pior!


Nenhum time é invencível, o Pelotas perdeu para o Porto Alegre e se foram 18 jogos sem perder. Mas essa derrota significou mais, junto com os 18 jogos de invencibilidade se foram 23 jogos válidos sem perder na Boca do Lobo, 318 dias, quase 1 ano sem perder em seus domínios, seria um feito histórico.

No ano o Lobão havia faturado 10 vitórias em 10 jogos como mandante, 100% de aproveitamento em casa. Agora essa porcentagem cai para 90,9%.

O áureo-cerúleo também vê o Porto Alegre chegando perto na classificação, o Lobo com 16 pontos e o time da capital com 14.


JOGO

O Pelotas iniciou melhor, tanto que teve um gol anulado no começo do jogo. Porém, foi o Porto Alegre quem abriu o placar. Adão, aos 28min, marcou para o time da capital.No segundo tempo, o Lobão voltou mais ofensivo.

Beto Campos promoveu a entrada de Tiago Duarte e Fabrício. O Pelotas empatou a partida aos 22min, com gol de pênalti do atacante Tiago Duarte.

Quando tudo se encaminhava para um placar em igualdade, já aos 37min, a equipe do Porto Alegre encaixou um contra-ataque e conseguiu anotar seu segundo gol. E o placar ficou assim: Pelotas 1 x 2 Porto Alegre.

O áureo-cerúleo jogou com: Roger; Cirilo, Rafael Lopes (Tiago Duarte) e Rudi; Mateus, Carlos Alberto, Tiago Rocha, Maicon Sapucaia (Fabrício) e Xaro; Dauri (Deivid) e Sandro Sotilli.

A próxima partida do Pelotas será no sábado, às 16h, contra o Santo Ângelo. Este jogo terá transmissão ao vivo, via o site oficial do clube em parceria com a Final Sports.





Quebra da Série de vitórias, mas aumento da invencibilidade!


O Pelotas não saiu do zero a zero com o Lajeadense no Estádio Florestal. A partida teve ponto positivo e negativo. O negativo é a quebra da série de 10 vitórias seguidas e a positiva é o aumento da invencibilidade para 18 jogos (13V5E).
Em uma partida muito disputada, o áureo-cerúleo utilizou as laterais para tentar abrir o placar. Oportunidades foram criadas, mas infelizmente o gol não saiu. Já a equipe de Lajeado, através do atacante Lucas, esboçou em alguns lances a vontade de vencer. Porém, o placar no estádio Florestal ficou no 0x0.
O Pelotas jogou com: Roger; Cirilo, Rafael Lopes e Rudi; Mateus, Carlos Alberto, Tiago Rocha (Deivid), Maicon Sapucaia (Tiago Duarte) e Xaro; Dauri (Moisés) e Sandro Sotilli.

Timão B perde por pouco!


Com a cabeça na finalíssima da Copa do Brasil, o Corinthians conheceu neste sábado a terceira derrota no Campeonato Brasileiro. Com 11 reservas em campo, o Timão lutou, mas não conseguiu impedir a derrota por 1 a 0 para o até então lanterna Atlético-PR, neste sábado, na Arena da Baixada, pela oitava rodada. Paulo Baier, cobrando falta aos 35 minutos do primeiro tempo, marcou único gol da partida. O primeiro triunfo em casa ameniza o ambiente pesado vivido pelo Rubro-Negro de Curitiba nas últimas semanas. Agora, o time dirigido por Waldemar Lemos deixa a última colocação e sobe para 14°, com oito pontos, torcendo por tropeços de rivais diretos para não despencar na tabela. Já o Corinthians cai da quinta para a sexta posição, com 11.
No próximo domingo, o Atlético-PR encara o Grêmio, às 16h, no Olímpico. O Corinthians decide o título da Copa do Brasil contra o Internacional, quarta-feira, às 21h50m, no Beira-Rio. Pelo Brasileirão, o Alvinegro pega o Fluminense, dia 8 de julho (quarta-feira), às 21h50m, no Pacaembu.
Apesar de jogar com apenas Jucilei na marcação, o Corinthians conseguiu controlar com facilidade o ímpeto ofensivo do Atlético-PR nos primeiros minutos. Bem posicionado, o Timão tentou explorar principalmente os contra-ataques pelo lado direito. E foi por lá que quase marcou, aos sete minutos. Marcelinho avançou pelo setor e bateu cruzado. Souza, atrasado, não alcançou. O Furacão sofreu um pouco para se acertar. Paulo Baier, o cérebro da equipe, ficou sobrecarregado na armação, enquanto Wesley, com a missão de cavar espaços na defesa rival, teve atuação discreta. Os sustos vieram somente em lances parados. Aos nove, Baier bateu falta com perigo no canto esquerdo, mas errou o alvo. Já aos 13, o armador levantou para a área, Chico se antecipou a Julio Cesar e quase marcou.
A melhora atleticana abriu espaços na defesa, porém, o Corinthians não soube aproveitar. Marcinho, estreando como titular, foi tímido jogando aberto pelo lado esquerdo. Marcelinho e Morais também pouco produziram, dificultando ainda mais o trabalho do centroavante Souza, preso na marcação do trio de zagueiros do adversário. Se tocando a bola estava difícil, o Atlético-PR conseguiu abrir o placar em uma nova jogada de bola parada. Em lance perto da área, Paulo Baier bateu com perfeição por cima da barreira. Julio Cesar voou em vão. Era impossível pegar. Foi o primeiro gol dele pelo Furacão.
No segundo tempo, Mano Menezes tentou deixar o Corinthians mais ofensivo pela entrada do atacante Otacílio Neto no lugar de Marcinho. Entretanto, quem assustou foi o Atlético-PR. Aos nove minutos, Paulo Baier bateu escanteio, Rafael Santos desviou de cabeça e a bola saiu à direita, arrancando um "uuuuh" da torcida rubro-negra.

O Corinthians ganhou mais força na frente com a entrada do lateral-esquerdo Wellington Saci na vaga de Diego. .O Timão passou a tocar a bola com mais calma e fez o Atlético-PR recua, de olho nos contra-ataques. Apesar do domínio, os paulistas não criaram grandes chances pelo ferrolho armado na entrada da área.
Paulo Baier teve a chance de garantir a vitória e se consagrar, aos 35 minutos. Ele avançou livre em velocidade pela direita em contra-ataque e, na entrada da área, e chutou torto, para desespero de Eduardo, que surgia do outro lado sem marcação.

Nos minutos finais, Waldemar Lemos trancou ainda mais o Furacão com a entrada do volante Rafael Miranda em lugar de Paulo Baier. O Corinthians ainda tentou chegar ao empate. Apenas tentou. Os jogadores do Timão ainda reclamaram de um toque de mão dentro da área, mas o árbitro nada marcou.
ATLÉTICO-PR: Vinícius, Rhodolfo, Rafael Santos e Antônio Carlos; Zé Antônio (Raul), Valencia, Chico, Paulo Baier (Rafael Miranda) e Márcio Azevedo; Wesley e Rafael Moura (Eduardo). Técnico: Waldemar Lemos.
CORINTHIANS: Julio Cesar, Diogo, Renato, Jean e Diego (Wellington Saci); Jucilei, Boquita, Marcinho (Otacílio Neto) e Morais (Lulinha); Marcelinho e Souza. Técnico: Mano Menezes.

Seleção bate a zebra, em um jogo eletrizante, e fatura o TRI!


Se o lema dos americanos era “Yes, we can” (“Sim, nós podemos), imortalizado pelo presidente Barack Obama, a seleção de Dunga mostrou que é brasileira e não desiste nunca. Após sair perdendo por 2 a 0 no primeiro tempo, virou na etapa final e conquistou neste domingo a Copa das Confederações pela terceira vez na história (ganhou também em 1997 e 2005) com a vitória de 3 a 2 sobre os Estados Unidos no estádio Ellis Park, em Joanesburgo.
A temperatura na África do Sul marcava 7ºC, com sensação térmica de 2ºC. Frio, assim como será na Copa do Mundo de 2010. Mas uma final quente, movimentada, e que os sul-africanos esperam ver novamente no ano que vem. No primeiro tempo, dois gols americanos: Dempsey e Donovan. Na etapa final, três gols brasileiros: dois de Luís Fabiano, artilheiro do torneio com cinco, e um de Lúcio, que pela primeira vez levantou a taça como capitão do Brasil.
Poderia ter tido mais, caso o bandeirinha Henrik Andren tivesse marcado um de Kaká, também após o intervalo: a bola cruzou a linha antes de o goleiro Howard pegar, mas o auxiliar não viu e o árbitro sueco Martin Hansson mandou o lance seguir. Com o título, o Brasil passa a ser o maior campeão nas duas competições oficiais da Fifa de futebol profissional: cinco Copas do Mundo e três Copa das Confederações (a França tem duas conquistas). Em 45 jogos com o técnico Dunga, são 31 vitórias, 10 empates e apenas quatro derrotas. Com os dois gols deste domingo, Luís Fabiano virou o artilheiro da era Dunga, com 16, um a mais que Robinho.
Nos primeiros 45 minutos, o Brasil teve 59% do controle da bola. Mas foram os Estados Unidos que conseguiram tudo que o time de Dunga queria: um gol no início e outro no meio do tempo, apostando nos contra-ataques, para ficar com tranquilidade na partida.
O time canarinho deu dez chutes a gol. Nenhum entrou. Os americanos deram quatro, dois no fundo das redes de Julio César. A seleção treinada por Bob Bradley abriu o placar aos dez minutos: Spector cruzou da direita, Dempsey pegou meio sem jeito de primeira, o suficiente para enganar o boleiro brasileiro e fazer 1 a 0.
O Brasil teve boa chance para empatar aos 12. Kaká deu belo drible de corpo em DeMerit e achou Robinho sozinho na esquerda, o camisa 11 avançou e bateu forte, mas Howard salvou. Foi a primeira das cinco defesas do goleiro americano na etapa inicial. O americano é o arqueiro que mais defendeu bolas na Copa das Confederações.
Os EUA responderam dois minutos depois, em duas cobranças de escanteios perigosas. Com a vantagem no placar, o time americano se fechava quando o Brasil atacava com 11 jogadores da intermediária para trás. A solução do time de Dunga era fazer cruzamentos, facilmente cortados pela defesa
Aos 24, Felipe Melo arriscou de longe e Howard voltou a defender. Aos 25, Kaká tocou de calcanhar para Maicon pela direita e o lateral bateu cruzado, forte, mas o goleiro salvou de novo. E foi de Maicon o erro que originou o segundo gol americano. Aos 26, o camisa 2 saiu jogando errado no ataque, os Estados Unidos saíram rapidamente no contra-ataque com Donovan. O camisa 10 tocou na esquerda para Davies, que devolveu para Donovan driblar Ramires e bater sem chances para Julio César.
Perdendo por 2 a 0, o Brasil continuava com maior posse de bola e arriscava de todas as maneiras. Robinho chutou de fora da área, Howard salvou. André Santos tentou dentro da área, Howard salvou. Luís Fabiano mandou de cabeça, a bola foi para fora. No segundo tempo, foi a vez do time de Dunga marcar logo. E põe logo nisso. No primeiro minuto, Maicon cruzou da direita, Luís Fabiano dominou, virou em cima de DeMerit e bateu bem, finalmente furando o bloqueio de Howard: 2 a 1 para os EUA. O Fabuloso chegou a quatro gols e virou o artilheiro isolado da Copa das Confederações.
O Brasil passou a pressionar atrás do empate. Aos 12, Lúcio tocou de cabeça e Howard salvou. Dois minutos depois, o lance mais polêmico da partida. Após cruzamento da esquerda, Kaká cabeceou e o goleiro americano tirou quando a bola já havia cruzado a linha. O árbitro sueco Martin Hansson e o bandeirinha Henrik Andren não deram o gol.
Nos contra-ataques, os americanos voltaram a assustar o time de Dunga. Primeiro, Donovan chutou de fora, Julio César pegou. Em seguida, foi a vez de Dempsey bater forte para defesa do goleiro brasileiro.
Dunga mexeu na seleção e colocou Daniel Alves e Elano em campo, nos lugares de André Santos e Ramires. O Brasil ficou mais veloz. Mas Howard continuava inspirado: aos 25, Elano achou Luís Fabiano entre a zaga, o artilheiro invadiu a área e o goleiro americano chegou junto para evitar o empate.
Aos 29, Kaká caiu para a esquerda e Robinho pela direita. Deu certo. O novo craque do Real cruzou, o camisa 11 ficou sozinho na área e acertou o travessão, no rebote Luís Fabiano marcou e empatou a partida: 2 a 2. O quinto do artilheiro do torneio, alcançado a média desejada de um por jogo.
Os americanos acusaram o golpe e o Brasil foi com tudo em busca da virada. Após blitz na área, Robinho recebeu na meia-lua, cortou para a direta e soltou uma bomba que saiu raspando o travessão de Howard. Aos 39 minutos, o Brasil chegou à virada. Elano bateu escanteio da direita e Lúcio subiu no segundo pau para testar firme, sem chances para Howard. Muita festa dos brasileiros, que esperaram pelo apito final e comemoraram o título em Joanesburgo.


BRASIL: Julio César, Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos (Daniel Alves); Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires (Elano) e Kaká; Robinho e Luís Fabiano. Técnico: Dunga.
ESTADOS UNIDOS: Howard, Spector, Onyewu, Demerit e Bocanegra; Clark, Feilhaber (Kljestan), Dempsey e Donovan; Altidore (Bornstein) e Davies. Técnico: Bob Bradley.

Fúria sofre, mas vence a Anfitriã e fica com 3º!


Depois de perder para os Estados Unidos na semifinal, a badalada seleção espanhola por pouco não passou nova vergonha na Copa das Confederações. A primeira colocada no ranking da Fifa precisou ir à prorrogação para vencer a África do Sul por 3 a 2 e assegurar o terceiro lugar do torneio. Güiza (dois), pela Espanha, e Mphela (dois) fizeram os gols no tempo normal. Xabi Alonso marcou o gol da vitória espanhola na prorrogação disputada no estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo.
A partida foi cheia de emoção. O primeiro gol do jogo foi sul-africano, já aos 28 do segundo tempo. A Espanha virou com gols seguidos, aos 43 e 44. Mas a África do Sul voltou a empatar aos 48. Na prorrogação, as duas seleções tiveram chances, mas uma falta de Xabi Alonso selou o destino do jogo, o que não impediu que o time de Joel Santana saísse de campo de cabeça erguida.

O primeiro tempo foi burocrático por parte da Espanha. A Fúria pouco criou e ainda foi ameaçada pelos sul-africanos. O zagueirão Booth por duas vezes teve a chance de fazer 1 a 0. Primeiro, o camisa 14 completou um cruzamento e errou o alvo. Depois, Booth pegou rebote de chute de Tshabalala e voltou a mandar para fora.
Na segunda etapa, o técnico Vicente del Bosque trocou os atacantes Fernando Torres e David Villa por Dani Güiza e David Silva, aos 12 minutos. A nova força ofensiva fez a Fúria melhorar levemente. Os dois deram trabalho ao goleiro Khune, que fez boas defesas para manter o placar sem gols.

Joel Santana resolveu então ousar um pouco mais e lançou o atacante Mphela na vaga do meia Pienaar. Assim, a África do Sul chegou a seu gol aos 28 minutos. Após jogada bem tramada pela esquerda, Tshabalala foi ao fundo e cruzou rasteiro para Mphela conferir na pequena área.
No desespero, o técnico espanhol sacou o volante Sergio Busquets e lançou o atacante Llorente. A blitz da Espanha deu certo e o time virou o placar com dois gols no finzinho, aos 43 e aos 44, ambos com Dani Güiza. No primeiro, o atacante do Fenerbahçe recebeu na área, matou na barriga e soltou a bomba. No segundo, enganou a todos ao bater por cobertura, do bico direito da grande área, e acertar o ângulo de Khune.

Quando tudo levava a crer que os Bafana Bafana estavam mortos, o jogo teve mais um episódio inesperado. Aos 48 minutos, Mphela bateu falta da intermediária e acertou na gaveta, à direita de Casillas. Um golaço que levou a partida para a prorrogação.
No tempo-extra, a Espanha começou melhor, sufocando a África do Sul. Capdevila, em cruzamento da esquerda, acabou acertando o travessão de Khune. A resposta sul-africana aconteceu aos 8 minutos, com Mphela. O atacante recebeu passe em profundidade e entrou livre na área. O camisa 9 bateu rasteiro e Casillas fez grande defesa com o pé direito.
Ainda antes da virada de campo, a África do Sul teve nova chance de desempatar a partida, em chute cruzado de Parker, mas Casillas voou e fez novamente uma grande defesa.

Logo no início do segundo tempo da prorrogação, a Espanha conseguiu chegar ao gol da vitória. Xabi Alonso bateu falta da esquerda, procurando a cabeçada de Llorente. Ninguém tocou na bola, que acabou por entrar direto no canto esquerdo do goleiro Khune.

A África do Sul acusou o golpe e não conseguiu buscar novamente o empate. Os comandados de Joel chegaram a fazer uso de algumas jogadas ríspidas que não vinham sendo comuns no restante do jogo. No fim, a Espanha respirou aliviada e ficou com o terceiro lugar da Copa das Confederações.
ÁFRICA DO SUL: Khune, Gaxa, Booth, Mokoena e Masilela; Dikgacoi, Sibaya, Pienaar (Mphela) e Modise (Van Heerden); Tshabalala (Mhlongo) e Parker. Técnico: Joel Santana.
ESPANHA: Casillas, Arbeloa, Albiol, Piqué e Capdevila; Xabi Alonso, Sergio Busquets (Llorente), Cazorla e Riera; David Villa (David Silva) e Fernando Torres (Güiza) . Técnico: Vicente del Bosque.

No sufoco, Brasil bate os Bafana Bafana e chega a mais uma final!


Não foi fácil vencer as vuvuzelas, a bênção de Nelson Mandela e, principalmente, Joel Santana. A seleção brasileira sofreu para fazer 1 a 0 na África do Sul, nesta quinta-feira, em Joanesburgo. As 48.049 pessoas que foram ao Ellis Park viram os “Bafana Bafana” dominarem parte do jogo, mas a eficiência do time de Dunga prevaleceu e o Brasil vai enfrentar os Estados Unidos na final da Copa das Confederações, domingo, graças a um gol de Daniel Alves de falta aos 42 do segundo tempo. No apito final, a torcida local reconheceu o bom trabalho de sua equipe e aplaudiu os comandados de Joel Santana.
Joel afirmou antes do jogo que não deixaria os donos da casa na retranca. No início, não foi isso que aconteceu: a África do Sul se fechou lá atrás e conseguiu segurar os brasileiros. Mas os “Bafana” gostaram do jogo, foram para o ataque e tiveram boas oportunidades de marcar. O contra-ataque da seleção brasileira pouco funcionou e o gol só saiu nos minutos finais em cobrança de falta, quando a torcida já esperava prorrogação. Daniel Alves havia entrado no lugar de André Santos, lateral-esquerdo, pouco antes.
Enquanto o futebol brasileiro vive polêmica de racismo por causa das acusações na partida entre Cruzeiro e Grêmio, na Libertadores, Brasil e África do Sul deram um bom exemplo nesta quinta. Antes de a bola rolar, o capitão Lúcio leu uma mensagem contra o preconceito racial no microfone, assim como Mokoema, capitão dos donos da casa. Na tribuna de honra, o presidente do país, Jacob Zuma, viu o confronto ao lado de Joseph Blatter, presidente da Fifa. Esta foi a terceira partida entre Brasil e África do Sul, todas em Joanesburgo. Duas vitórias brasileiras: 3 a 2, em 1996, e 3 a 1, um ano depois, em amistosos. Os sul-africanos enfrentam agora a Espanha, também no domingo, pela disputa do terceiro lugar.
O primeiro chute a gol só saiu com 12 minutos, de Ramires, nas mãos do goleiro Khune. Joel armou a África do Sul na defesa e deixou Parker isolado na frente. Conseguiu segurar o Brasil no início. Para alegria das vuvuzelas, que não pararam de fazer barulho um só minuto no Ellis Park, os donos da casa gostaram do jogo e foram mais perigosos na etapa inicial.
Aos 13, Gaxa quase marcou ao bater da direita, perto da trave do goleiro brasileiro. A África do Sul voltou assustar Julio César aos 21: após falta da direita, Lúcio não subiu e Mokoena tocou de cabeça por cima do gol. Principal arma brasileira, os contra-ataques não surtiam efeito. A todo instante, o mesmo grito na arquibancada: “Booooooth”. Sinal que o zagueiro Booth, o único branco titular da África do Sul, estava se dando bem contra os atacantes brasileiros. Aos 27, Luisão fez falta perigosa em Parker, perto da área. Tshabalala cobrou bem, mas Julio César colocou para escanteio. Logo em seguida, Felipe Melo recebeu o primeiro cartão amarelo do Brasil na Copa das Confederações.
A seleção de Dunga assustou os donos da casa aos 30: a bola sobrou para André Santos na esquerda, o lateral bateu cruzado com força e obrigou Khune a se esforçar para defender. Apesar do frio de 7º, a partida esquentou nos minutos finais. Aos 38, o Brasil teve sua melhor chance. Em jogada individual, Kaká dominou pela esquerda, avançou, driblou Mokoena na entrada da área e chutou rente à trave sul-africana. Três minutos depois, o contra-ataque funcionou de novo: Ramires roubou pela direita e deixou com o novo craque do Real Madrid, que arrancou até a área e bateu no cantinho esquerdo, mas Khune salvou. A África do Sul respondeu aos 42, também com perigo: Pienaar arriscou de fora da área e a bola passou muito perto do gol de Julio César.
Para tentar furar o bloqueio armado por Joel, o Brasil começou o segundo tempo já procurando o ataque. Robinho tentou logo aos dois minutos, de fora da área, para fora. Em cinco minutos, o time de Dunga conseguiu dois escanteios.
A África do Sul conseguiu voltar a dominar e chegou muito perto de marcar aos 12. Modise arriscou de fora da área, a bola bateu nas costas de Luisão e Julio César salvou o Brasil com grande defesa. A jogada incendiou a torcida. Vuvuzelas a todo vapor. Com a torcida cantando, os donos da casa se empolgaram e foram para frente. Aos 15, André Santos recebeu o segundo cartão amarelo da seleção por falta em Modise, para parar um contra-ataque. O Brasil respondeu com Luís Fabiano, mas Khune pegou. Robinho também tentou, mas a pontaria foi ruim.

O panorama do jogo seguiu o mesmo ao longo da segunda etapa. Bem postada na defesa, a África do Sul seguiu bem fechada atrás, porém sem deixar de ameaçar o Brasil em alguns lances.

A seleção, por outro lado, não desistiu de tentar o ataque. Mas com o jogo afunilado pelo meio, teve muitas dificuladades para criar chances de gol.
A partida seguiu sem substituições até os 36 minutos do segundo tempo, quando Dunga surpreendeu ao trocar André Santos pelo lateral-direito Daniel Alves, que jogou solto pela esquerda.
E coube justamente a Daniel Alves resolver a parada, aos 42 minutos. Após falta sofrida por Ramires na entrada da área, o camisa 13 bateu com perfeição, no canto esquerdo do goleiro Khune. A bola ainda bateu na trave antes de entrar.

A partir daí, as vuvuzelas diminuíram a intensidade. A África do Sul ainda tentou na base do abafa o empate, mas quem esteve perto de marcar foi o Brasil, com Luis Fabiano, que perdeu cara a cara com Khune. No fim, muita festa brasileira e palmas da torcida sul-africana para sua equipe, que caiu de pé.
ÁFRICA DO SUL: Khune, Gaxa, Booth, Mokoena, e Masilela; Dikgacoi, Mhlongo, Pienaar (Van Heerden) e Modise (Mashego); Tshabalala (Mphela) e Parker. Técnico: Joel Santana.
BRASIL: Julio César, Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos (Daniel Alves); Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires e Kaká; Robinho e Luis Fabiano (Kleberson). Técnico: Dunga.

Fúria? A Fênix americana superou!


Fã de futebol, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve estar dando pulos de alegria na Casa Branca. De virtualmente eliminada na primeira fase, a seleção da Terra do Tio Sam está na final da Copa das Confederações. Jogando com muita bravura, os americanos surpreenderam a Espanha e derrotaram a atual número 1 do ranking da Fifa por 2 a 0, nesta quarta-feira, pela semifinal da Copa das Confederações.
Além de garantir uma inédita vaga na decisão do torneio contra o vencedor de Brasil e África do Sul, os EUA acabaram com uma invencibilidade de quase três anos da Fúria (35 jogos). A última derrota da equipe de Fernando Torres, Villa, Puyol e companhia tinho sido há 933 dias, quando perdeu um amistoso para a Romênia (1 a 0) em 15 de novembro de 2006.
Com a mesma escalação que goleou a Nova Zelândia na estreia, a Espanha começou o jogo no estádio Free State, em Bloemfontein, em um ritmo completamente oposto ao do seu primeiro compromisso na Copa das Confederações. Sem ter nada com isso, os Estados Unidos criaram a primeira boa chance aos oito minutos. Da entrada da área, o meia Dempsey chutou rasteiro e a bola tirou tinta da trave de Casillas.
A primeira investida da Fúria só veio aos 11 minutos. Após cruzamento de Fábregas, o artilheiro Fernando Torres chegou atrasado e acabou escorando para fora do gol. Com o passar do tempo, a Espanha foi normalizando a partida, controlando as ações e passando a ter quase o dobro de posse de bola que o rival.
No entanto, em um rápido contra-ataque, foram os americanos que abriram o placar aos 27 minutos. Dempsey deu belo passe para Altidore que girou sobre Capdevilla e, na entrada da área, chutou fraco. Casillas, parecendo que esperava uma finalização mais forte, acabou levando um gol que seria defensável.
Assustada, a Fúria quase sofreu o segundo gol aos 35 minutos. Após bola alçada, Dempsey cabeceou rente ao poste direito de Casillas. Aos 44, Fernando Torres, em jogada individual por pouco não igualou o marcador obrigando o goleiro Howard, que defende o Everton-ING, a fazer grande defesa com os pés.
No segundo tempo, a Fúria massacrou os americanos no início. Em apenas um minuto e meio, Villa e Xabi Alonso por pouco não empataram em dois chutes poderosos. No primeiro, Howard fez bela defesa. No segundo, a bola passou muito próxima ao travessão.
Os Estados Unidos, por sua vez, buscavam de todas as formas conter a pressão espanhola. Além de Howard, que quando não agarrava contava com a sorte (um chute de Sergio Ramos carimbou a trave aos 18 minutos), os zagueiros defendiam com uma energia impressionante, muitas vezes se atirando de encontro aos arremates adversários.

Até Donovan, que atua como meia-atacante, era visto no miolo da zaga cortando cruzamentos. E toda essa raça dos EUA foi recompensada aos 29 minutos com o próprio Donovan. O jogador do Los Angeles Galaxy deixou o campo de defesa e cruzou uma bola despretensiosa pelo lado direito. Casillas cortou, mas Sergio Ramos, ao tentar dominar e sair jogando, acabou errando e permitiu que a bola sobrasse nos pés de Dempsey que, com o gol vazio, empurrou para o fundo das redes.
Abalados com o surpreendente segundo gol americano, os espanhóis tentaram buscar o empate, mas em vão. Como verdadeiros guerreiros, os atletas dos Estados Unidos seguraram o placar, mesmo com um jogador a menos (Bradley foi expulso aos 41 minutos) e se garantiram na final do próximo domingo em Joanesburgo. Será a primeira vez que os americanos participarão de uma decisão de um torneio organizado pela Fifa.
ESPANHA: Casillas; Sergio Ramos, Puyol, Piqué e Capdevila; Xabi Alonso, Xavi, Fabregas (Cazorla) e Riera (Mata); Torres e Villa. Técnico: Vicente del Bosque.
ESTADOS UNIDOS: Howard; Spector, Bocanegra, Onyewu, DeMerit; Dempsey (Casey), Bradley, Clark e Donovan; Davies (Feilhaber) e Altidore (Bornstein). Técnico: Bob Bradley.

E o freguês voltou...


Sobrou olé e gritos de que o “freguês voltou”. A torcida do Corinthians não teve do que reclamar nesta noite, já a do São Paulo... O Timão, na verdade, não precisou nem apresentar o seu melhor futebol para fazer 3 a 1 no rival do Morumbi neste domingo, no estádio do Pacaembu, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. A derrota no clássico, aliás, aumenta o clima de tensão no clube tricolor.
Diferentemente do Alvinegro, que está bem próximo do título da Copa do Brasil, o São Paulo vive o momento mais turbulento dos últimos anos. Foi eliminado da Libertadores pelo Cruzeiro, teve o técnico Muricy Ramalho demitido e ainda perdeu para um dos principais rivais. Para piorar, a situação do Tricolor na tabela do Nacional não é das melhores. Tem apenas sete pontos e namora a zona de rebaixamento.
Já o Corinthians, com o incontestável triunfo desta noite, aumenta para sete o número de jogos sem perder do rival tricolor e sobe para a quinta colocação, bem perto do bloco de frente. A última derrota aconteceu no dia 11 de fevereiro de 2007, pelo Campeonato Paulista. De lá para cá são quatro vitórias alvinegras e três empates. Antes disso, era o São Paulo quem mantinha um tabu. O clube do Morumbi ficou sem saber o que era cair diante do Timão por mais de quatro anos.
Sem compromissos durante a semana, Corinthians e São Paulo voltam a campo pelo Campeonato Brasileiro no próximo sábado. A equipe do Parque São Jorge encara o Atlético-PR, às 16h10m, na Arena da Baixada, em Curitiba. Já o time do Morumbi tem desafio em casa, diante do Náutico, no mesmo horário.
Como já imaginava, o São Paulo encontrou um forte clima de pressão no estádio Pacaembu na noite deste domingo. A começar pela sua própria torcida. Insatisfeitos com a saída de Muricy Ramalho, demitido após a eliminação da equipe na Taça Libertadores da América, os tricolores gritavam o nome do ex-técnico e entoavam o seguinte canto: “vergonha, vergonha, time sem vergonha”.
Em alta depois da vitória sobre o Internacional, na primeira final da Copa do Brasil, os corintianos aproveitaram e provocaram os rivais gritando: “eliminado, eliminado...”. A bola, então, rolou, e as duas equipes adotaram postura cautelosa no início do jogo. O Timão, sem Dentinho, entrou com Marcelinho ao lado de Jorge Henrique e Ronaldo. E o Tricolor, que teve Washington vetado, teve Hugo e Borges na linha de frente.
Logo aos 6 minutos, uma nota triste para o Corinthians: Marcelo Oliveira, que retornou recentemente após um ano e dez meses afastado, sentiu lesão muscular na coxa esquerda e deu lugar a Diego. No decorrer da partida, principalmente nos 15 minutos iniciais, os dois times abusaram dos erros de passe e não assustaram os goleiros.

Depois de algumas tentativas frustradas de ambos os lados, enfim um chute a gol saiu certo, aos 16 minutos. E foi do são-paulino Richarlyson. Mas Felipe defendeu. Aos 20, foi a vez de Marlos entrar driblando na área e se jogar reclamando pênalti. Três minutos depois, Jean arriscou de longe. O goleiro do Corinthians salvou de novo.

A leve superioridade do São Paulo em campo não foi transformada em gol. Fato que fez o Corinthians acordar na partida. E foi preciso dois lances de perigo para os donos da casa abrirem o placar. Aos 31 minutos, Cristian arriscou de longe e assustou Denis. Mais tarde, aos 37, ele não desperdiçou. Após tabela com Douglas, o volante apareceu na grande área e tocou na saída do goleiro.

No lance, Cristian sentiu um problema muscular e pediu para sair. Jucilei entrou. O gol, aliás, esquentou o clima da partida. Aos 38, Júnior César entrou forte em Douglas, que acusou o são-paulino de ser maldoso e avisou que teria volta. Em seguida, ainda por conta desse lance, Jorge Henrique e Hugo se desentenderam. A confusão continuou depois em discussão entre Mano Menezes e Milton Cruz, interino do São Paulo.
Em desvantagem no placar, o São Paulo logo foi para cima do Corinthians no segundo tempo. No primeiro minuto, Hugo arriscou de longe e viu Felipe defender. Aos 2 foi a vez de Marlos aparecer bem na área, mas o chute saiu fraco, sem perigo para o goleiro alvinegro. Depois desses dois sustos, o Timão ressurgiu no jogo. E bem.
Primeiro com Diego, aos 4 minutos. O zagueiro apareceu bem no ataque, dominou a bola e chutou rasteiro. Denis fez boa defesa. Aos 9 minutos, o Fenômeno assustou os tricolores. Após passe de Douglas, o atacante dominou, cortou um marcador e arriscou de perna esquerda, de fora da área. O defensor são-paulino salvou.
Perdido em campo, o clube do Morumbi não suportou a pressão alvinegra e sofreu o segundo gol. Aos 12 minutos, após falta de Eduardo Costa em Marcelinho, o zagueiro Chicão cobrou com perfeição e acertou o ângulo esquerdo de Denis. A Fiel, então, explodiu nas arquibancadas e começou a gritar “olé” a cada toque dos corintianos.
Assim como no começo do jogo, os são-paulinos responderam com os gritos pró-Muricy Ramalho.
Porém eles foram calados novamente pelos alvinegros, que falavam assim: “ô, o freguês voltou, o freguês voltou”. Aos 17 minutos, mais uma chance para Ronaldo. O Fenômeno puxou o contra-ataque, mas perdeu a bola.
Sem ser pressionado pelo São Paulo, o Corinthians tocou com calma e quase chegou ao terceiro gol aos 23 minutos. Marcelinho fez boa jogada pela esquerda e cruzou para o meio da área.
Ronaldo tentou de carrinho, porém não alcançou. Aos 25, mais uma vez o atacante tentou levar o Timão ao ataque, mas passou errado.
Ainda aos gritos de olé da torcida, os donos da casa tocaram a bola com facilidade no meio-campo. Foi então que Jucilei começou a brilhar. Aos 26 minutos, ele resolveu avançar sozinho para a grande área e chutar para desvio de Denis. Na cobrança do escanteio, o volante cabeceou para o chão e marcou o terceiro do Corinthians.

O lance parecia ter derrubado o São Paulo em campo. Infernizado pelo gritos de olé da torcida corintiana, o time tricolor ficou ainda mais abatido em campo. Mas aos 35 minutos esboçou uma reação. Richarlyson apareceu bem na grande área e bateu forte para diminuir.
CORINTHIANS: Felipe; Diogo, William, Chicão e Marcelo Oliveira (Diego); Cristian (Jucilei), Elias e Douglas; Jorge Henrique, Marcelinho (Jean) e Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.
SÃO PAULO: Denis; André Dias, Jean Rolt (Jorge Wagner) e Renato Silva; Jean (Arouca), Eduardo Costa, Richarlyson, Marlos e Júnior César; Hugo (Oscar) e Borges. Técnico: Milton Cruz.

Brasil despacha Azurra com goleada!


Toques rápidos, contra-ataques mortais, equilíbrio entre os setores. No dia do 39º aniversário da conquista do tricampeonato mundial, a seleção brasileira atropelou novamente a Itália neste domingo, venceu por 3 a 0 e garantiu o primeiro lugar do Grupo B da Copa das Confederações. Assim, vai enfrentar a África do Sul, treinada por Joel Santana, na semifinal, quinta-feira, às 15h30m, em Joanesburgo. A Azzurra, atual campeã mundial, está eliminada.
O time de Dunga precisou de apenas 45 minutos para liquidar a partida. Luis Fabiano, duas vezes, e Dossena, contra, marcaram os gols, ainda no primeiro tempo. Ramires, Maicon e André Santos foram bem contra os Estados Unidos e acabaram mantidos no time titular, nos lugares de Elano, Daniel Alves e Kleber. O zagueiro Juan começou jogando, mas saiu sentindo dores ainda na etapa inicial para a entrada de Luisão e pode ser problema para a semifinal.
Com a derrota, a seleção italiana fica com três pontos, empatada com o Egito e Estados Unidos. Mas os americanos, que venceram os egípicios por 3 a 0, avançam pelos critérios de desempate (número de gols pró melhor do que o da Azzurra: 4 a 3). Assim, os Estados Unidos vão enfrentar a Espanha na semifinal, quarta-feira, em Bloemfontein.

Brasil e Espanha são as únicas seleções com 100% de aproveitamento nas três primeiras rodadas, mas a Fúria não sofreu nenhum gol. As duas entram como favoritas para irem à final do próximo domingo, no Ellis Park. Contra a Azzurra, a seleção mostrou que não sabe atacar apenas pelo lado direito. Dois gols nasceram pela esquerda e o time demonstrou mais equilíbrio entre os lados. Tanto que Robinho, no segundo tempo, trocou com Ramires e passou a jogar pela direita, confundindo os italianos.
A etapa inicial foi dominada pelo Brasil, que teve 56% da posse de bola, chutou nove vezes, acertou duas na trave e marcou três vezes. A Azzurra não sofria três gols no primeiro tempo desde 1957, em uma partida contra a Iugoslávia. Em Pretória, a Itália foi a primeira a ir ao ataque. Aos três, Camoranesi cruzou e Lúcio cortou de carrinho. Um minuto depois, Pirlo chutou de longe e a zaga colocou para escanteio. A partir daí, só deu o time de Dunga. Setor mais famoso da Itália, a defesa colaborou com o Brasil, que soube aproveitar as falhas dos italianos.
Aos cinco, Cannavaro errou a saída de bola, Luis Fabiano ficou com ela e tocou para Ramires na área, que acertou a quina do travessão. Em seguida, foi a vez de Chiellini falhar em um cruzamento. Robinho dominou e rolou para Kaká bater em cima de um defensor. A pressão continou. O camisa 11 roubou outra bola pela direita e deu para o novo craque do Real Madrid, que achou Luis Fabiano na área. O Fabuloso, marcado por dois, ainda deu um toquinho na bola, mas Buffon salvou.
A seleção continuou bem, na defesa e no ataque. Felipe Melo se destacava no meio-campo como ladrão de bolas. Maicon, que ganhou a vaga de titular após a bela atuação contra os Estados Unidos, era a principal arma pela direita. Na esquerda, André Santos acatou a orientação de Dunga e passou a atacar mais também, com Gilberto Silva recuando para atuar ao lado de Lúcio e Juan. Boas opções, os laterais foram os jogadores brasileiros que mais tocaram na bola no primeiro tempo.
Dunga foi obrigado a mudar o time aos 23. Juan, atleta que mais reclamou de cansaço desde o início da concentração em 1º de junho, sentiu dores na coxa esquerda após um carrinho e foi substituído por Luisão. Três minutos depois, a Itália teve a principal chance: Camoranesi arriscou de fora da área e assustou Julio César, pelo alto.
A resposta brasileira foi rápida e perigosa, com Lúcio. Aos 32, o zagueiro recebeu de Ramires na área e chutou cruzado, a bola tocou em Cannavaro e foi na trave. Em seguida, o capitão dominou após escanteio e bateu forte para bela defesa de Buffon. O gol finalmente saiu aos 37. Um gol não, logo três em sequência: aos 37, 43 e 45. No primeiro, Maicon arriscou de longe, a bola foi fraca e ficou nos pés de Luis Fabiano, que virou sozinho na área e bateu sem chances para Buffon. Seis minutos depois, contra-ataque mortal pela esquerda. Robinho arrancou, tocou para Kaká, que tentou devolver para o ex-santista na área, mas a bola passou direto e sobrou para o Fabuloso tocar e marcar o segundo: 2 a 0, o terceiro do atacante na Copa das Confederações, empatando com os espanhóis Fernando Torres e David Villa no topo da artilharia.
O terceiro gol contou com ajuda italiana. Kaká lançou Robinho do meio, ele avançou pela esquerda e viu Ramires sozinho na área. O camisa 11 tentou tocar para o ex-cruzeirense, mas Dossena deu um carrinho e colocou a bola dentro do próprio gol: 3 a 0 para o Brasil.
O contra-ataque continuou sendo a arma mais perigosa da seleção no segundo tempo. Com 3 a 0 no placar, a Itália começou querendo ir para cima do time de Dunga, mas de forma desordenada. Abriu espaços e viu os brasileiros arrancarem em velocidade. Principalmente Robinho, que não ficou preso só pela esquerda. Aos 10, arrancou pela direita e bateu forte, para fora.
Com medo de ser eliminada, a Azzurra passou a arriscar mais e Julio César começou a trabalhar. Aos 18, Rossi chutou de longe e o goleiro fez grande defesa. Dois minutos depois, Gilardino chutou com perigo, dentro da área, e o camisa 1 defendeu de novo. Mais um minuto, Pepe tabelou com Rossi e tentou de voleio, para o ex-flamenguista voltar a salvar o Brasil.

No contra-ataque, o time de Dunga deu a resposta. Robinho, deslocado para a direita, deu para Kaká no meio, que chutou de longe e a bola saiu perto da trave de Buffon. A Itália teve sua melhor chance de descontar aos 30: Julio César saiu da área para disputar uma bola com Gilardino, perdeu, mas o ataque italiano demorou a chutar e a zaga brasileiro afastou. A Itália continuou a pressão nos minutos finais. Ela precisava apenas de um gol para mudar o quadro, passar os Estados Unidos e avançar às semifinais, mas Julio César continuou bem, assim como toda a defesa, e o Brasil evitou o gol salvador italiano. No fim, a derrota mandou a campeã mundial para casa mais cedo.
BRASIL: Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan (Luisão) e André Santos; Gilberto Silva (Kleberson), Felipe Melo, Ramires (Josué) e Kaká; Robinho e Luís Fabiano. Técnico: Dunga.
ITÁLIA: Buffon; Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Dossena; De Rossi, Montolivo (Pepe) e Pirlo; Camoranesi, Iaquinta (Rossi) e Toni (Gilardino). Técnico: Marcello Lippi.

Surge uma nova zebra, Fênix americana goleia o Egito e chega a semifinal!


Praticamente eliminada após duas derrotas nas primeiras rodadas, a seleção dos EUA surpreendeu a todos e goleou o Egito por 3 a 0 em Rustenburg, garantindo uma das vagas nas semifinais da Copa das Confederações.
Os americanos, que agora enfrentam a Espanha na próxima quarta-feira, foram beneficiados pela derrota da Itália para o Brasil pelo mesmo placar em Pretória e se classificaram em segundo lugar, com três pontos e número de gols pró melhor do que a Azzurra (4 a 3).
Na torcida pelo Brasil diante da Itália e precisando de uma simples vitória para conseguir uma vaga nas semifinais, o Egito começou a partida pressionando os americanos. No entanto, foi a seleção da Terra do Tio Sam que saiu na frente. Após uma confusão na pequena área, Davies, depois de tentar duas vezes, colocou no fundo das redes aos 21 minutos. Na jogada, o goleiro egípcio El Hadary se machucou e acabou sofrendo um corte na cabeça. Mesmo assim, ele seguiu na partida – com uma proteção - e, aos 28, saiu de maneira arrojada e evitou o que seria um lindo gol de Donovan, companheiro de David Beckham no Los Angeles Galaxy.
No segundo tempo, sonhando ainda com a classificação às semifinais, os americanos tomaram as rédeas da partida e, aos cinco, por pouco não ampliaram com Altidore, que acertou forte chute em cima do lateral Hani ,que tirou a bola em cima da linha. O time dos EUA reclamou que o defensor egípcio teria tirado a bola com o braço, mas o árbitro da partida ignorou o lance. Mas aos 18, Michael Bradley, filho do técnico Bob Bradley, fez o segundo gol dos EUA e complicou a vida do Egito. Com o 2 a 0 em Rustenburg, além dos 3 a 0 do Brasil sobre a Itália em Pretória -, os americanos ficaram precisando apenas de um gol para se garantirem nas semifinais. E o tento salvador acabou saindo aos 26 minutos.
Após cruzamento de Spector, o meia Dempsey, que atua no Fulham-ING, ganhou de Gomaa no alto e, de cabeça, fez a festa dos EUA, que asseguraram a vaga na fase seguinte da Copa das Confederações.
ESTADOS UNIDOS: Guzan; Jonathan Spector, Jay DeMerit, Oguchi Onyewu e Jonathan Bornstein; Clint Dempsey, Michael Bradley, Davies (Casey) e Clark; Landon Donovan e Jozy Altidore (Feilhaber). Técnico: Bob Bradley.
EGITO: El Hadary; Fathi, Farag, Hani Said (A. Said) e Gomaa; Hosni, Eid (Hassan), Shawky e Elmohamadi; Aboutrika e Abdelghani (Grisha). Técnico: Hassan Shehata.

Desclassificados, Iraque e Nova Zelândia ficam sem gols!


Iraque e Nova Zelândia fizeram uma partida de baixo nível técnico na tarde deste sábado, em Johanesburgo, na África do Sul, e apenas empataram por 0 a 0. O resultado eliminou os iraquianos da Copa das Confederações e classificou a África do Sul, que perdeu por 2 a 0 para a Espanha, que também se garantiu nas semifinais.

Precisando vencer para sonhar com a vaga, o Iraque começou a partida melhor e a dupla formada por Younis e Emad deu trabalho para a defesa da Nova Zelândia. Mas aos poucos, a seleção da Oceania equilibrou as ações e teve as melhores chances do primeiro tempo. Em uma delas, aos 33 minutos, Killen cabeceou com perigo e o goleiro Mohammed Kassid fez boa defesa, salvando o Iraque de sofrer o primeiro gol.

No segundo tempo, o técnico Bora Milutinovic tentou de tudo para melhorar o time do Iraque e fez todas as substituições que podia, mas não adiantou. Os iraquianos esbarraram na falta de pontaria de seus atacantes e o 0 a 0 permaneceu no placar. A melhor oportunidade do Iraque aconteceu no final da partida. Aos 46 minutos, Salih chutou forte de fora da área e o goleiro Moss fez excelente defesa espalmando a bola para fora da área. No minuto seguinte, Alaa finalizou depois de cobrança de escanteio e o zagueiro Lochhead tirou a bola em cima da linha.

No final da partida, os jogadores da Nova Zelândia comemoraram o empate como se fosse a conquista de um título. As duas seleções encerraram as suas participações na competição sem fazer gols.
IRAQUE: Kassid; Mohammed Ali, Ali Hussein, Salam e Basem; Nashat, Hawar (Fareed), Mahdi (Salih) e Karrar; Younis e Imad (Alaa). Técnico: Bora Milutinovic.
NOVA ZELÂNDIA: Moss; Scott (Mulligan), Sigmund (Boyens), Vicelich e Lochhead; Elliott, Brockie (Christie), Brown e Bertos; Smeltz e Killen. Técnico: Ricki Herbert.

Fúria vence os anfitriões!



Mesmo sem ser brilhante, a Espanha quebrou mais um recorde neste sábado, ao vencer a África do Sul por 2 a 0, no Free State Stadium, em Bloemfontein, pela Copa das Confederações. A Fúria supera Brasil, França e Austrália (todos com 14) ao chegar ao seu 15º triunfo consecutivo. E, de quebra, se iguala ao mesmo Brasil com a marca de 35 partidas sem perder.

Os gols da vitória foram de Villa e Llorente. Com o resultado, a Espanha termina a primeira fase na primeira colocação do Grupo A, com nove pontos ganhos. A África do Sul, com três pontos, ficou com a segunda colocação e provavelmente enfrentará a seleção brasileira nas semifinais. O terceiro colocado foi o Iraque (dois pontos), que ficou no 0 a 0 com a Nova Zelândia, lanterna da chave (um ponto).

Joel Santana sabia que um empate e até mesmo uma derrota por poucos gols para a Espanha seria um resultado interessante, pois dificilmente o Iraque conseguiria vencer a Nova Zelândia por um placar capaz de lhe tomar a segunda vaga do grupo. Por isso, a primeira atitude foi sacar Fanteini, que vinha sendo o companheiro de Parker no ataque, para colocar mais um jogador de marcação (Mhlongo).

A decisão dificultou as ações ofensivas da Espanha, que teve menos espaço para trabalhar as jogadas, mas também reduziu o já combalido poder de fogo da equipe da casa.
Por isso, os primeiros 45 minutos foram disputados com o freio de mão puxado. Poucas oportunidades claras de gol. A Espanha até decepcionou um pouco, mesmo levando em consideração que o técnico Vicente del Bosque continuou fazendo rodízio e poupou Xabi Alonso, David Silva e Sergio Ramos.

A conversa de Vicente del Bosque no intervalo deve ter sido dura, porque a Espanha voltou para o segundo tempo mais ligada na partida. E, quando utiliza o seu talento de maneira objetiva, a Fúria se torna perigosa. Logo aos seis minutos, David Villa lançou Fernando Torres na área. O atacante foi derrubado pelo zagueiro Mokoena. Na cobrança, a estrela do goleiro Khune brilhou duas vezes. Ele salvou o chute de Fabregas e, no rebote, encaixou com firmeza a batida de Puyol.


A torcida sul-africana no estádio explodiu e fez a festa. O barulho das vuvuzelas aumentou para empurrar o time da casa em busca da vitória. Mas um minuto depois, David Villa recebeu na área, dominou com o braço e chutou cruzado, sem defesa. Os jogadores da África do Sul reclamaram, mas o árbitro Pablo Pozo confirmou o gol.

A situação da África do Sul era delicada, mas para a sua sorte, a Nova Zelândia estava conseguindo segurar o Iraque no outro jogo do grupo. O empate por 0 a 0 em Joanesburgo era suficiente para que a equipe de Joel Santana continuasse com a segunda vaga.

Talvez por isso, a África do Sul não saiu para o jogo. Pelo contrário, seu segundo tempo era pior do que o primeiro em termos ofensivos. A postura defensiva fez o time de Joel Santana pagar o preço. Aos 27, depois de uma jogada confusa, o atacante Llorente, que havia entrado no lugar de Fernando Torres, aumentou a vantagem e o drama local.


O torcedor sul-africano acompanhava o jogo da sua seleção sem esquecer do empate entre Iraque e Nova Zelândia. Era necessário torcer e secar os asiáticos. Além, claro, de não sofrer mais gols da Espanha. Os minutos finais foram dramáticos. Tanto em Joanesburgo quanto em Bloemfontein.

Joel Santana sofria no banco de reservas, na esperança da manutenção dos placares. O jogo da África do Sul terminou primeiro, e os jogadores se reuniram no centro do gramado para acompanhar os instantes finais de Iraque e Nova Zelândia. Quando a notícia de que o 0 a 0 havia se confirmado, a festa tomou conta do Free State, em Bloemfontein. E Joel Santana respirou aliviado.

ÁFRICA DO SUL: Khune; Gaxa, Mokoena, Booth e Masilela; Sibaya (Mashego), Mholongo e Dikgacoi, Pienaar e Modise; Parker (Tshabalala). Técnico: Joel Santana.

ESPANHA: Reina; Puyol, Piqué, Albiol e Arbeloa; Busquets, Fabregas, Xavi e Riera (Cazorla); Villa (Pablo Hernandéz) e Fernando Torres (Llorente). Técnico: Vicente del Bosque.